terça-feira, 27 de maio de 2014

Tarô: Um mapa para sair do labirinto

A Sacerdotisa - Alice Tarot

O oráculo reflete a encruzilhada onde se encontra o consulente e sugere uma rota. Mas para entender e assimilar o que ele diz, é condição fundamental a receptividade interior que, na tradição esotérica, equivale à veracidade. Infelizmente, o ser humano é preso pela ilusão: prefere crer que as causas de suas desgraças residem no exterior e não e não se pergunta como contribuiu para forjar o seu destino. A este respeito, cabe citar uma antiga lenda islâmica, segundo a qual, o Criador quando quis ocultar a verdade, não a escondeu no fundo do mar, nem na montanha mais alta e sim no único lugar aonde o homem não vai jamais busca-la: em seu próprio coração.
É esse lugar, dentro de nós mesmos, onde as cartas nos permitem entrar. Como se fossemos
Alice no País das Maravilhas, ao contemplar os arcanos com uma mente livre das emoções que normalmente nos nublam, encontramos as chaves para transpassar o espelho e por outro lado encontramos um mundo sem arestas, transparente e polido como uma pedra preciosa.
A partir deste momento, o tarô não só pode predizer o que ocorrerá, como também é capaz de prestar uma ajuda semelhante a uma obtida durante um tratamento psicológico. Indica ao consulente bons conselhos: ilumina as áreas mais sombrias de sua personalidade e ajuda a aceitar-se a si mesmo e a compreender a sua própria responsabilidade nas circunstâncias que o rodeia. E assim faz desaparecer o temor do futuro incerto e insufla o otimismo para ser o agente de uma mudança positiva em sua própria vida.
Finalmente, ainda que ao consultar o tarô se pretenda adivinhar o futuro, o oráculo, contra todas as hipóteses, nos permite a reflexão sobre o presente.

Bibliografia: Tarot. Todas las tiradas e interpretaciones - Ed. Libros Cúpula - Gloria Garrido

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