quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Ofício do adivinho


Qual é então o ofício do adivinho?

O de um atleta da imaginação. Um equilibrista dos limites entre o conhecido e a conjetura. Um executante que verbaliza intuições, e chega à comunicação por pedaços e fragmentos, porque a sua música não pertence as formas, mas à virtualidade. 

Daí resulta que os oráculos, os tabuleiros e até os instrumentos adivinhatórios
(astrologia, baralhos, varetas) são apenas intermediários de um jogo mais vasto e mais apaixonante, que põe a sensibilidade e a experiência de um homem em contato com a inacabável abundância do imaginário.

Alberto Cousté - Tarô ou a máquina de imaginar.

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