quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Sombra do Mestre







Barbara Walker Tarot
Ando lendo pela internet umas histórias estranhas de alguns que se julgam mestres perseguirem seus alunos. Atuam de maneira supressiva e como age uma pessoa supressiva? Simples, age como se fosse o rei da verdade. O supressivo faz o outro de errado porque ele não tem o confronto de assumir seus próprios erros e equívocos. O supressivo é aquele marido que trai descaradamente, mas afirma que não o faz e que o problema é da esposa que é muito ciumenta e fica imaginando coisas. Um supressivo tem a mania de fazer você de errado para manter-se no poder. A melhor atitude a tomar é sair das garras afiadas de alguém com esse tipo de comportamento e mantê-lo bem longe da sua vista e da sua vida. O supressivo não muda.
Sinceramente, tenho observado o comportamento de alguns mestres (detesto esta denominação) como se os seus alunos tivessem que honrá-los a vida inteira porque no passado ensinaram alguma coisa. É claro que eu honro aqueles que me ensinaram e me ensinam, mas este sentimento de agradecimento tem que ser espontâneo e não algo cobrado ou imposto. Um mestre de verdade tem que ter autoconhecimento e desapego em relação aos seus alunos ou discípulos e não controlá-los com chantagens emocionais para lá de duvidosas. Sou professora de Tarô, dou aula com todo o meu amor e dedicação e jamais exigi de qualquer aluno uma adoração exagerada e jamais acorrentei os meus alunos com manipulações de poder. O que anda acontecendo por aí, é muita mágoa de cabocla, como diz um amigo meu. Muito sofismo e elucubrações inúteis de como o aluno ou discípulo tem que se comportar em relação ao seu mestre. Me poupe! Isso é um discurso ultrapassado e demagogo.
Outro ponto é que muitas vezes o aluno suplanta o seu mestre, é melhor que ele, tem mais discernimento e base e o que ocorre é exatamente o contrário, quem torna-se mestre ou professor é o aluno.
Quantas vezes acontece de um professor não ser lá essas coisas e o aluno, mesmo com a falha de ensinamentos dá a volta por cima e compreende melhor a matéria do que o seu professor ou seu mestre? Pedro Kupfer escreveu um brilhante artigo onde cita alguns itens que provam que seu mestre não é tão iluminado assim. Selecionei alguns deles:

Não suporta ser criticado
É prepotente e age como se as leis não se aplicassem a ele
Não pratica o que prega
Encoraja e permite o culto da própria personalidade
Exige devoção cega de seus discípulos
Vê inimigos em toda parte
Usa sexualmente suas seguidoras
Age como um demente. Conheço um que tem dois perfis na internet em redes sociais, um perfil faz o tipo mestre e o outro de uma mulher (fake) onde ataca vários membros de outras comunidades.
Achei muito interessante a carta do Tarô, O Papa, onde Barbara Walker desenha atrás de uma coluna um diabinho. Essa imagem reflete exatamente a sombra da autoridade que se diz ética e impecável.
Resumindo, se seu mestre age de maneira arrogante, supressiva, fuja dele!




2 comentários:

ivan disse...

Com certeza, seu texto é coerente com os fatos ocorridos até agora, todavia não vejo só a sombra do Mestre, mas a sombra do ego e de personalidades. Quem esta atrás dos bastidores sab que o atual movimento formado por alguns novos personagens, estão no caminho da vaidade, status e poder. A questão não é realizar, mas como realizar. Mas como digo sempre: O tempo é o senhor da razão. Parabéns pela clareza, por rasgar o véu e expor a verdade em seu texto.

Vera Chrystina disse...

Caro Ivan, me cansa ver tanta vaidade e ressentimento no meio tarológico.O problema não é o tarô, mas quem está por trás dele.Essa coisa de mestre é reflexo de um comportamento antigo patriarcal e misógino.Se você observar os conflitos, geralmente são os homens que estão por trás. Não estou falando de todos, mas daqueles que engessaram no tempo e não estão abertos a novos paradigmas.Muita testosterona e pouca sabedoria e flexibilidade. Um beijo!