segunda-feira, 30 de maio de 2011

O problema do patriarcado e as escolas ocultistas



 A Sacerdotisa, ou Suma-sacerdotisa, ou Papisa nos tarôs mais antigos representa o feminino no tarô. Não tem nada de sexista. Essa frase, escolhida por Sallie Nichols, em seu livro Jung e o tarô para representar a Sacerdotisa faz muito sentido sim.
É incrível perceber que na história do tarô, os ocultistas, cabalistas, sempre tiveram dificuldade com o feminino no tarô e tentaram modifica-lo e moldá-lo no formato de suas crenças e suposições.
A divinação, a adivinhação desde a antiguidade era um atributo feminino.
A mania de criar correspondências entre o tarô e criar teorias como conhecimento velado de ensinamentos secretos da cabala, dos mistérios do Egito, das letras hebraicas, de Moisés, de Thot, da árvore da vida, sabemos hoje que não são verdadeiras.
A história do tarô demonstra claramente como o feminino foi vítima de preconceito e continua até hoje por entusiastas do tarô.
Não precisamos voltar muito no tempo para identificar isso. Pamela Colman Smith e Frida Harris ficaram sempre em segundo plano como meras ilustradoras do tarô, enquanto Waite e Crowley levaram a fama. A Golden Dawn, para quem estuda a sua história foi machista ao extremo. As mulheres serviam apenas como ferramentas para os homens.

O que existe sim, até hoje é uma visão patriarcal do tarô.
Infelizmente a atividade oculta no ocidente sempre foi dominada pelo homem em uma estrutura patriarcal e retrógada. Da idade Média até o século XX a vida espiritual, política, religiosa tem sido bastante limitada em relação as mulheres.
Muitos ocultistas casaram-se com mulheres sensitivas e graças a elas escreveram suas obras.
O problema é que a adivinhação sempre é vista de maneira distorcida por ocultistas, magos, sacerdotes. A caça às bruxas continua.