sexta-feira, 17 de abril de 2009

Decifrando o Passado: Segredos das cartas do Baralho





O documentário explora o processo histórico do Tarô.Começa dizendo que as cartas são usadas para jogos, para mágicas e para previsão e que também estão incluídas no misticismo e nos mistérios com sua simbologia.
Alguns historiadores acreditam que a origem das cartas começa na China, há 800 anos atrás, já que os chineses conheciam o papel e a impressão.
A origem egípcia das cartas podem ter referência aos mamelucos que invadiram o Egito e o dominaram.As cartas mamelucas possuíam os quatro naipes e eram jogadas pela aristocracia . O naipe de paus era relacionado ao Polo, esporte preferido dos mamelucos.
Um outro ponto interessante do documentário é que uma invasão de cartas surge em toda Europa. Em 1377 o baralho surge na Suíça. Os historiadores acreditam que os soldados dos exércitos foram os grandes divulgadores das cartas, já que elas cabiam em suas mochilas, não ocupam muito espaço e davam o prazer da jogatina em tempos de guerra.
As cartas viajaram até a América do Norte e chegaram até os indios que não tinham o conhecimento do papel, mas deixaram cartas gravadas em couro.
As cartas que surgiram na Europa (Itália e Espanha) tem a influência das cartas mamelucas.Na Alemanhã, os naipes foram substituídos pelas imagens rurais: nozes, folhas, faisões...
Na França os símbolos da cartas começaram a ficar mais simples, só com duas cores, uma medida econômica, mas impressas com papel de melhor qualidade.Foi um sucesso!
Um outro ponto interessante é que as cartas do século XV, devido a cultura e os costumes não possuíam Rainhas.O baralho era composto por quatro naipes e 52 cartas e a corte era composta por um Rei e dois marechais.As Rainhas foram incluídas nos baralhos franceses, e é óbvio o porquê.
No final do século XIV as cartas dominaram todas as classes sociais na Europa e é claro que surgiu a intervenção, cobrando impostos e punição de morte. As cartas começaram a virar febre e vício.Os nobres utilizam cartas mais requintadas, pintadas a mão, porém depois da impressão, as cartas ficaram acessíveis a todas as classes e assim mais baratas. Um passo para os jogos de azar.
No século XVIII as apostas eram feitas em dinheiro e claro que isso começou a perturbar o clero.Começam os sermões contra o jogo.
Jogos de azar, muita bebida e trapaças, envolvem as cartas numa aura maligna.Muita bagunça e vício.A Alemanha começa a multar aqueles que jogam e no século XVI, Henrique VIII reclama que os jogos de cartas atrapalha o treino de seus arqueiros .Não é para menos!
No século XVII Carlos I cria a Real Companhia de Cartas de Baralho e cobra um imposto , que hoje equivaleria a cinco dólares.Tudo o que vicia o homem tem taxas e impostos e isso vigora até hoje!
Ele cria um selo com o símbolo do Ás de Espadas. Os falsificadores de cartas precisavam sobreviver e um deles, descoberto, foi morto, daí a idéia do Ás de Espadas significar perigo e morte!
Os impostos aumentaram e para comprar um baralho era necessário desembolsar na época , o que equivale hoje à 25 dólares.
Um outro dado interessante é que na Europa, o verso das cartas era utilizado de vários modos, já que um só lado delas era impresso. Serviam para pagar alimentação e fazer trocas de bens de consumo. Na Bélgica , os soldados pagavam suas hospedagens e comida nas estalagens, com o verso das cartas de baralho, o primeiro cartão de crédito!
Na Holanda, mulheres que não podiam cuidar de seus filhos, os deixavam nas portas das igrejas com uma carta de baralho e no verso branco das mesmas, escreviam suas mensagens de despedida e conforto aos filhos que não podiam cuidar por conta da guerra.  Escreviam o nome da criança e um comovente pedido, solicitando socorro aos seus rebentos.Elas também criaram um código: a carta rasgada significava que um dia, em melhores condições, voltariam para buscar seus filhos.A carta inteira era clara: não voltariam jamais!
As cartas sempre relatam dramas humanos....
No século XVIII as cartas tinham plena aceitação popular na jogatina, porém, criaram uma curiosidade sobre suas origens desconhecidas e claro que incentivavam a busca de seus significados.Começam as confusões e as associações.Começava a busca de um significado para aquele número.
O cortéx cerebral quer achar significado em tudo...
Um soldado do século XIX diz a um padre que as cartas de Tarô são a sua Bíblia e cria suas próprias significações ocultas para as mesmas.Ele diz:

O Ás significa um só Deus
O Dois: Pai e Filho
O Três: a Santíssima Trindade
O Quatro: Os quatro Evangelistas
O Cinco : As cinco virgens sábias
O Seis : os seis dias que Deus criou o Mundo
O Sete: dia em que Deus descansou
O Rei: o grande Rei,Nosso Deus
Começam as especulações que as cartas são um código secreto da Maçonaria, já que os maçons comunicam-se em códigos.O fato do Valete de Copas possuir uma acácia, a acácia é símbolo da Maçonaria, traz a dúvida e investigação. As rosas nas Rainhas evocam o símbolo da Rosa Cruz.O Rei de Copas com quatro braços remonta a Amôn e volta a onda do Egito...A confusão está criada e pior perdura até hoje...
O Tarô acabou por fascinar aqueles que buscavam em sua numeração conselhos para o futuro.
Filipo Visconti cria um bélissimo tarô pintado a mão.
Os 22 arcanos maiores do tarô eram denominados trunfos, ou seja serviam para vencer as cartas normais e não fazer previsão.Foram criados para jogar Bridge e totalizaram 78 cartas.
Muitas lendas foram criadas em torno do Tarô: templários e seu código secreto, crenças alheias do Oriente, Cabala, Alquimia, Magia, Ciganos.Na verdade o tarô é o pensamento do homem renacentista.
Surgem nas cartas Baphomet ( não O Diabo) , A Torre e o Pendurado.Os italianos conheciam bem a carta do Pendurado: a traição ao estado era sinônimo de tortura.
Surge Etteila, primeiro cartomante profissional e cria seu Tarô Corrigido, volta as raízes egípcias e cria nas cartas a inversão das mesmas para leituras e previsões. Por exemplo : O Arcano 15, ele denominava de força e poder e invertido modifica o seu significado. Interessante que a inversão serviu para dar mais complexidade a um mesmo arcano e assim aumentar suas significações, um recurso para a cartomancia no sentido de previsão.
Gebelin também tinha fascínio pelo Egito e cita o Livro de Thot (não existem provas) e Levi faz uma ponte com as 22 letras hebraicas.Começam as analogias e cada um vê o que quer e acrescenta o que quer...
Waite lança o seu primeiro baralho (1910) com a intenção de popularizá-lo. Na verdade sua intenção era agradar tantos os ocultistas como as cartomantes.Waite permitiu que o tarô ficasse mais acessível
Depois de Waite, surge Crowley com um tarô mais taciturno e ocultista e a idéia era chocar os padrões da época, claro que para não ser esquecido.
E assim o Tarô popularizou-se como cartomancia, linguagem secreta ocultista, cartas bonitas para jogar bridge e enfim tornou-se um guia , um mapa, já que possui em suas lâminas o reflexo da natureza e sociedade humana. Tornou-se um guia espiritual.


Bem pessoal é só um resumo para aqueles que não assistiram o documentário.Desculpem-se alguns erros na elaboração. A idéia é apenas compartilhar com aqueles que perderam o programa!

In Vino Veritas






Que tal provar o vinho do Louco ou do Mago?

No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. No vinho se espelha a vida diz Roland Betsch.Muito similar a estrutura do tarô: começo, meio e fim, o movimento do tempo e a verdade.
O Mago oferece a Taça e sabe que quando o vinho entra, os segredos saem.
Quem se arrisca em beber a taça que o Mago oferece?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Liberdade ou Livre - Arbítrio




Liberdade

Por Alfredo Monetti
(in memorian)

O Homem nasce livre, sem escravidões, já que é todo potencial. No entanto, nasce totalmente indefeso.
Só não sobrevive e não tem outra saída senão aceitar a dependência total no convívio com seus semelhantes, na aceitação das regras da maioria, no jogo da comunidade.
A idéia de que o Homem nasce livre é impraticável pois, assume responsabilidades nas primeiras tomadas de consciência, no que implicam as distinções entre o que está certo ou o que está errado.
Então, o que é Liberdade?
A Liberdade tanto pode ser um elemento da própria natureza, como condição intrínseca do Homem ou um estado emocional. Os pensadores, filósofos, sábios, enfim, os grandes condutores de Homens, tem definido Liberdade de múltiplas formas, contudo, todos mantiveram um denominador comum. A Liberdade para o Homem está na dependência de sua própria vontade.
E, o que é a vontade? É um impulso vital. Para exercitar os cinco sentidos, o Homem deve acionar a sua vontade, e esta tem limites, pois ninguém pode fazer exatamente o que deseja e eis que poderá encontrar oposição e freios. A vontade tem limite no direito e nas leis humanas, divinas e da natureza. A manifestação da vontade é normalizada pela moral.
Vontade e Liberdade estão na dependência uma da outra; a vontade deve ser dirigida e o Homem deve trabalhar para dominar o que vicia a vontade, que são as paixões e os vícios.
O Homem não pode exercer sua vontade contrariando as leis da natureza porque sofrerá as conseqüências de sua desobediência.
Assim como existem leis da natureza e leis sociais, o Grande Arquiteto do Universo, estabeleceu leis de conduta espiritual que não poderão ser transgredidas.
A Liberdade, portanto, encontra limites e se manifesta na conformidade do crescimento espiritual do Homem, atingindo este, o conhecimento da verdade, a sua vontade confundir-se-á com a vontade do Ser Supremo e encontrará então, um caminho perfeitamente livre, realizando o desejo maior de conhecer a verdade.
Na Liberdade, obedecendo rigorosamente os direitos de que estamos possuídos e respeitando os do próximo, estaremos numa igualdade com uma harmonia reinante, em busca de justiça e paz, e nessa evolução encontraremos a fraternidade almejada e só obteremos pelo amor ao próximo.
...... a sua vontade confundir-se-á com a Vontade Divina e encontrará, então, um caminho perfeitamente livre, realizando o desejo supremo de conhecer a Verdade.
A Liberdade filosófica deve ser conduzida, isto é, libertar o Homem da sua ignorância, a despeito da real concepção do termo. A Liberdade, por ser um direito natural e social, deve ser conscientizada para que não se transforme em "libertinagem", despotismo e escravidão.
"Conhece-te a ti mesmo" de Sócrates nada mais é que a descoberta dentro da mente humana, de que ainda é escravo de suas paixões e emoções e ignorância e que precisa ser libertado e que esta libertação, não depende de mais ninguém, a não ser de si próprio.
Mas, a Liberdade é equilibrada pela disciplina. Quando a Liberdade não é equilibrada pela disciplina, estabelece-se o caos, que resulta na degradação familiar, pessoal e social.
Em todas as manifestações da vida, o equilíbrio nasce da harmonia, rompe-se o equilíbrio e vem o caos. Assim acontece com a Liberdade : é de sua harmonia com a disciplina que nasce o equilíbrio. A Liberdade sem disciplina é o começo do caos, abrindo-se a porta para a escravidão, que em qualquer sentido avilta o Homem.
O coroamento deste estudo, portanto, é a libertação da mente humana, em busca do seu eterno refugio, o Grande Arquiteto do Universo.
O Homem é um ser perfeito porque é criatura de Deus; as "imperfeições" que são imputadas ao Homem, são imperfeições sociais ou patológicas, "adquiridas" após a criação sem o envolvimento do Criador.
Consideramos e aceitamos o Homem, dentre dos seres animados e inanimados, como sendo o único Ser inteligente.
Partindo do cérebro, através de nervos motores, o corpo humano estabelece relações com o mundo externo por intermédio dos sentidos : visão, audição, olfato, gustação e tato.
Pelo primeiro, apreciamos a forma de todas as coisas; no segundo, a percepção dos rumores; no terceiro, a percepção dos odores; no quarto, a percepção dos sabores e pelo quinto a faculdade de aproveitar a natureza e executar tarefas.
Alem desses sentidos, o Homem possui outros sentidos, ou seja os anímicos :
O Humanitário : que leva Homem a auxiliar o próximo com a sua solidariedade.
O Moral : que visa o bem estar social, o interesse pelo semelhante.
O da Estética : que conduz o Homem a distinguir a perfeição da imperfeição isto é, contemplar o belo.
O Intelectual : que impulsiona o Homem ba buscar o conhecimento através da experiência dos sábios; a ilustrar-se diante de ensinamentos, ver o exemplo de nossos semelhantes e buscar soluções.
O Religioso : que é a inclinação aos assuntos divinos; o estudo do "Livro Sagrado" e a compreensão das coisas sutis e espirituais.
No Homem consideramos duas idades: a mental e a espiritual. A Mental é aquela que é a lucidez de sua mente, a agilidade de suas conclusões e a correspondência de seus reflexos. A Espiritual é aquela que o Homem compreendeu realmente a presença do Criador em sua vida. Conhecemos, assim, a vida vegetativa dos cinco sentidos e diferenciamos a vida mental da vida espiritual.
O Homem, após se conhecer internamente, deve conhecer o seu ser exterior e descobrir através da virtude que praticou a sua verdade.
Para cada ser humano, existe uma verdade que é a concepção no momento, em torno de um assunto, problema ou equação.
Daí, o Homem deve perguntar-se : O que é Pensamento ? O que é Consciência ? O que é Inteligência ? O que é Vontade ? E, então, chegará a o que é Liberdade.
O Pensamento é um atributo divino, colocado misteriosamente dentro do Homem, ocupando todos os sentidos, pois, estes são por ele comandados. Quando o Pensamento da vida periférica consegue penetrar no "mundo de dentro", estará penetrando na Consciência do Homem.
A Inteligência não é cultivada, forma-se nos primeiros instantes da vida do ser. É a faculdade que possui o Homem de discernir e penetrar no âmago dos mistérios.
A Vontade é um impulso vital para exercitar os cinco sentidos. O Homem deve acionar a sua Vontade. Vontade tem limites pois, ninguém pode fazer exatamente o que deseja, eis que,poderá encontrar oposição e freios. A manifestação da Vontade é normalizada pela moral. Vontade e Liberdade estão na dependência uma da outra; ela deve ser dirigida, e o Homem trabalha para dominar o que vicia, a mesma vontade que são as paixões e os vícios. Vontade, no esquema da vida, seria a execução de um projeto pré-estabelecido. E, assim, meus Irmãos, após detalhar todo,ou quase todo, o nosso interior, nos cinco sentidos monitorados pelo cérebro, com o os dos sentimentos anímicos e finalizando com o Ego humano e o Eu Divino, posso discorrer sobre o que é a Liberdade:
"Liberdade é o conhecimento da necessidade e para alcançar seu completo sentido:
a Liberdade é o conhecimento e a superação da necessidade".
A faculdade de exercer sua vontade contrariando as leis da natureza, dos Homens ou Divinas, encontrará barreiras e daí sofrerá as conseqüências de sua desobediência, pela não observância das citadas leis. As leis sociais, de proteção aos direitos dos indivíduos devem ser observadas, porque o meu direito não poderá ferir o direito alheio.
http://www.guatimozin.org.br/