domingo, 14 de setembro de 2008

GOLDEN DAWN: O RENASCIMENTO DO OCULTISMO.




Por: Renato Amado.


À partir do século XVII, na Inglaterra, a Magia e a Astrologia deixaram de ser intelectualmente aceitáveis e deste modo foram negadas enquanto sistemas de compreensão do Universo em virtude dos processos históricos que culminaram no advento da Reforma, e do posterior triunfo da Filosofia Mecânica, diferentemente dos séculos anteriores, quando, na Europa como um todo, era excepcionalmente raro o ceticismo total à respeito destes conhecimentos, os quais desempenhavam um importante papel no campo das idéias, conforme demonstrado por Keith Thomas1 e Christopher Hill2. Em conseqüência, Ciência e Magia se dissociaram, enquanto que a Astrologia se tornou um conhecimento estagnado e relegado ao campo das superstições.

Ainda que, após esse período, a Bruxaria sobrevivesse à nível popular, é necessário esclarecer que esta se constituía num fenômeno social extremamente complexo e de natureza diversa do Ocultismo3, o qual foi um produto típico das classes altas e de seus associados, de matrizes filosóficas próprias, enquanto àquela se caracterizou na sua práxis pelo sincretismo entre o Cristianismo e ritos pagãos anteriores, e como forma de cultura popular e de resistência social4. É importante salientar a importância da sobrevivência da Bruxaria, para que entendamos o período a ser estudado (o Fin-de-Siècle) através de uma perspectiva da Teoria da Circularidade da Cultura de Bakhtin5, (ou seja, através das trocas entre cultura subalterna e cultura dominante), e o modo pelo qual à partir do início do século XIX, com o renascimento gótico nas artes e na literatura inglesa, e o subseqüente interesse gerado pelo sobrenatural, se desencadearam uma série de movimentos, dentre os quais citam-se os vários tipos de espiritismo, os grupos auto-intitulados de ocultistas, principalmente os de extração oriental ou orientalizantes, como a Teosofia, e ainda as sociedades de mistério, como as diversas Maçonarias e os pseudo Rosa-Cruzes6, nas quais se forjaram os indivíduos que ao procurarem restabelecer um conhecimento pregresso, elaboraram um novo Ocultismo.

O ponto de partida para o renascimento do ocultismo, (enquanto de matriz ocidental), na Inglaterra, foi a publicação solitária, em 1801, de Magus7, livro de Francis Barrett, que é basicamente uma coletânea de escritos ocultistas medievais e do renascimento; a surpresa e o interesse que esta obra suscitou, evidencia entre outras coisas, a posição marginal a que todo o pensamento ocultista e hermético8 havia sido relegado. Magus, mais os escritos do francês Eliphas Lévi9 e de Kenneth Mackenzie10 foram as principais influências sobre toda uma geração de candidatos a magos, e mais especificamente, sobre os fundadores da "Hermetic Order of Golden Dawn"11, sociedade ocultista e iniciática, que foi um dos subprodutos da História Social Inglesa e da História das Idéias do Fin-de-Siècle, portanto, resultante da revolta contra o pensamento Positivista e o Cientificismo e seus matizes, que transformaram o agnosticismo em palavra de ordem; notadamente a grande maioria dos adeptos da Golden Dawn era composta de membros da classe média e de artistas e intelectuais, perplexos e ao mesmo tempo livres das amarras da cultura protestante: W. B. Yeats, Florence Farr, Dion Fortune, A. E. Waite, Aleister Crowley, Mina Bergson (irmã do filósofo francês Henri Bergson), Constance Mary Wilde (esposa de Oscar Wilde), Annie Horniman, Violet Tweedale, Brodie-Innes, J. H. Fitzgerald, Arthur Machen e A. Blackwood, eram algumas das personalidades que integraram a Golden Dawn, embora esta fosse composta principalmente por profissionais liberais, como médicos, advogados e juizes e acolhesse alguns Padres e membros da nobreza.

A Golden Dawn deve sua originalidade enquanto sociedade ocultista à sua ênfase no erudito, à qualidade de seu núcleo fundador12 e de seus integrantes, a sua organização ordenada, ao seu incentivo à pesquisa e a admissão sem restrições de sexo, religião ou raça; mas, a importância fundamental da Golden Dawn para o renascimento do Ocultismo e para a História das Religiões, deve-se em função da originalidade de seu sistema enquanto recriador e reinterpretação de vários e antiquíssimos sistemas intelectuais, dotando-os de vitalidade e conjugando-os sincreticamente como um todo coerente e interrelacionado.

A elaboração de seus rituais e de sua hierarquia foi fruto de pesquisa sistemática e minuciosa e do resgate de antigos manuscritos e livros esquecidos no Museu Britânico e na Bibliothèque de l'Arsenal. Mathers procedia a comparação entre as várias fontes e a verificação de sua autenticidade, além de estabelecer critérios para publicação13. Foi esse eruditismo que construiu a coerência e a lógica do discurso da Golden Dawn. Sua hierarquização obedecia a uma instrução teórico-prática, submetida a exigência de pesquisa e de exames rigorosos, e estimulava-se entre os estudantes a experimentação, livre de dogmas, à semelhança de uma Universidade: assim, a Religião caminhava novamente lado a lado com a Ciência.

Até o surgimento da Golden Dawn, o Ocultismo se compunha de diversas tradições que constituíam sistemas separados e estanques, por muitas vezes divergentes. A Alquimia, a Astrologia, a Magia Cerimonial eram secundados por diversos métodos divinatórios, e tudo isto, por sua vez, era influenciado por diversas crenças, como o pitagorismo, o neoplatonismo, o catarismo, o maniqueísmo, a gnose, o judaísmo e o hermetismo, e transformado pelo trânsito através de diversas culturas, como a greco-romana e a árabe14.

A Astrologia era a viga mestra do ocultismo, ao redor da qual gravitavam todas as outras tradições, como saberes subordinados e com discursos adaptados a sua ordem e a sua classificação; ainda que a Alquimia mantivesse certa independência, em razão da individuação a que estava sujeito o seu praticante e da complexidade e completitude de seu sistema, a sintaxe de sua linguagem e os processos à nível operatório da Alquimia, dependiam da Astrologia15.

Desde o Império Romano a Astrologia havia assumido a primazia dentre todas as outras tradições ocultistas, em razão de seu sucesso em estabelecer pela primeira vez um sistema completo da tipologia humana e de explicação do Universo, complexo, conseqüente, e principalmente aceito e difundido entre as classes dominantes, assim construindo uma intrínseca ligação com o poder16, que perdurou até o século XVII, à partir de quando, a Astrologia ainda que esta tenha se popularizado através dos almanaques, começou a perder massa crítica, em função da rejeição intelectual. Proporcionalmente foi cessando a perseguição a Bruxaria, uma vez que se tornava cada vez mais difícil a exposição de motivos que a justificasse.

No momento histórico em que a Golden Dawn foi fundada, a Inglaterra se encontrava no apogeu de sua expansão imperialista, o que tornava a Londres de 1890 uma metrópole cosmopolita e uma encruzilhada cultural. Paradoxalmente, a tradição mágica ocidental se havia perdido e assim, eram de inspiração oriental e orientalizantes a grande maioria dos movimentos ocultistas da época. Como reação a esta tendência é que a Golden Dawn foi concebida.

Mitologicamente a Golden Dawn foi criada como a extensão de uma sociedade rosa-cruz alemã (Die Goldene Dammerung) e foi construída à partir de um núcleo maçom/rosa-cruz e teosofista17, organizando-se sob a fachada de uma sociedade de mistérios, cujos graus possuíam esmerados rituais extraídos da simbologia da antiga religião egípcia18. Ao final de sua progressão, os membros mais destacados dessa sociedade eram escolhidos para prestar uma série de exames que os habilitavam a pertencer a uma ordem secreta interna chamada Ordo Rosae Rubeae et Aureae Crucis na qual se prosseguia numa instrução teórico-prática mais intensiva.

A estrutura da grade curricular de estudos da Golden Dawn refletia a originalidade de sua construção teórica: a Astrologia era apenas uma das disciplinas ensinadas e à partir da ordem interna o Mago passava a caracterizar o novo arquétipo do Ocultismo, e é em torno de uma Magia recém-construída este se organizava.

No resgate da tradição mágica ocidental, a Golden Dawn aprofundou ao máximo as ligações com a antiga religião babilônico-judaíca19, através da Cabala e da antiga Magia Cerimonial, às quais foram agregadas o esquema de correspondência universal proposto por Eliphas Lévi sobre a doutrina gnóstica medieval, o qual foi ampliado, desenvolvido e codificado pela Golden Dawn: cada fator no Universo tinha correspondência no Ser Individual. Assim, todos os sistemas ocultistas antes existentes foram integrados num único corpo de pensamento, interrelacionado, interdisciplinar e interdependente.

Este novo corpo de pensamento não possuía um discurso único. A Nova Magia era uma disciplina prática e dinâmica, aonde, além do incentivo as experimentações (por exemplo, a viagem astral), se mesclaram três sistemas operatórios principais: a Magia Cerimonial reconstruída por meio da dotação de um novo código de signos, a Magia Enoquiana20 sistematizada e reelaborada, e a Magia de Abra-Melin (ou Magia Angélica), recém-descoberta; mas, na Nova Magia principalmente se modificava a figura de seu operador, uma vez que a nova prática mágica consistia em aperfeiçoar o homem e torná-lo associado de Deus. Para isto concorreu estreitamente o estabelecimento do paralelo entre a Alquimia e a iniciação mágica.

O sistema da Golden Dawn era eminentemente simbólico e sintético, o que levou a necessidade de alicerçar este discurso numa linguagem que fosse mais perfeita e ao mesmo tempo eqüidistante dos sistemas Ocultistas já preexistentes. A invenção do Tarô tal como o conhecemos hoje, foi uma obra da Golden Dawn, e serviu a estes propósitos.

O Tarô evoluiu do jogo de cartas lentamente, à partir da Idade Média, sendo que no Renascimento Italiano surgiram protótipos do que se tornaria conhecido como um método divinatório, tal como o eram a Quiromancia ou a Geomancia. Ainda não havia uma definição do número de cartas, nem da forma dos Arcanos Maiores. Na Idade Moderna, à partir do Tarô de Marselha se normatizou o Tarô como um conjunto de 78 cartas, sendo 22 Arcanos Maiores e 56 Menores, assim como o desenho de seus símbolos que permaneceram praticamente inalterados até que a Golden Dawn dele se ocupasse21. Todas as cartas, inclusive os Arcanos Menores, receberam uma representação iconográfica, com intrincadas correspondências simbólicas. Para o próprio Tarô foi concebido um sistema, e dentro deste, séries de correlações, as quais foi decalcado o sistema da Alquimia e da Cabala. O operador teria liberdade inclusive para desenhar seus próprios símbolos. O Tarô passou a ter como limites unicamente a capacidade da imaginação, e deste modo, ao espelhar seu sistema, passou a representar a própria essência do pensamento da Golden Dawn.

A Golden Dawn enquanto sistema criativo não sobreviveu ao início do século, conquanto seu sistema se tornasse o discurso do ocultismo atual. Um de seus membros mais destacados, no entanto, teria influência semelhante, sobre a contracultura e sobre várias religiões do fim do século XX.

Aleister Crowley, em suas obras, realizou o sincretismo do pensamento da Golden Dawn com algumas idéias francamente marginais, transportando o Ocultismo da cultura dominante e do erudito para a área da cultura subalterna, e assim convertendo-o em religião popular. Crowley, ele próprio um hedonista e adepto do amor livre, após viagens a Índia e a China e ao assumir a liderança da O.T.O. (Ordo Templi Orientis), orientou a fusão do Ioga-Tântrico com preceitos da Nova Magia, originando deste modo a Magia Sexual. A seguir, introduziu o I-Ching no ocidente e adaptou-o a seu próprio sistema mágico: a Magick. Privilegiando a Magia de Abra-Melin, a Magick transformou a Magia em um ritual simples e íntimo, realizável em qualquer lugar. Escreveu o Livro da Lei e enunciou suas máximas "Todo homem e toda mulher é uma estrela", "Faça o que fizerdes será toda a Lei" e "Amai abaixo da vontade" como sua nova fé de Télamo, influenciando a cultura Hippie e criando a base de todas as religiões da Nova Era.

Revoltando-se contra o Cristianismo, declarou-se o Anticristo e fundou o moderno Satanismo, que para ele era apenas a desvirtuação, pelos cristãos de um mitológico herói civilizador, uma antiga divindade egípcia, ligada a atividade solar-fálica, denominada Shaitan; Crowley explorou também a união das drogas e da bebida com a Magia, e criou em Cefalu, na Sicília a Sociedade Alternativa.

Crowley também fundiu o ocultismo com a memória da antiga Bruxaria remanescente, para apresentar uma versão popular de sua fé de Télamo; após ter redigido seus rituais, O Livro das Sombras, ele os entregou a um discípulo, Gerald Gardner, que passou a pregar a nova religião, hoje conhecida como Wicca, ou Neo-Paganismo e que começou a se expandir após 1953 nos Estados Unidos e Europa22. Esta ainda é uma religião restrita as sociedades Pós-industriais. É uma religião de natureza individualista e ao mesmo tempo uma resposta ao anseio de volta a natureza, de integração a um mundo idílico, de volta ao passado.

O boom do Ocultismo, das religiões da Nova Era e do Neo-Paganismo se insere numa perspectiva histórica maior, num contexto que também privilegia os Fundamentalismos, acirrado pela Globalização e que foi inaugurado pelos movimentos de 68 e pela contracultura, quando esta negou os valores da ética protestante; mas inegavelmente seus pais são aqueles homens que viveram a Golden Dawn.




1 Thomas, Keith. (1997). Religion and the decline of Magic. London: Oxford University Press. ( 1ª Edição),

2 Hill, Christopher. (1987). O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Companhia das Letras. ( 1ª Edição),

3 A Magia Tradicional, a Astrologia, e o Hermetismo têm origem em crenças babilônico-judaicas, as quais foram interpretadas através da cultura greco-romana.

4 A respeito desta argumentação, além dos autores acima citados, ver também: Ginzburg, Carlo. (1991). Mitos, emblemas e sinais. São Paulo: Companhia das Letras. ( 1ª Edição), ; Ginzburg, Carlo. (1991). História Noturna. São Paulo: Companhia das Letras. ( 1ª Edição),

5 Ver: Ginzburg, Carlo. (1998). O queijo e os vermes. São Paulo: Companhia das Letras. ( 1ª Edição),

6 O mito de Christian Rozenkreuz desde a sua criação por Johann Valentinus Andrae em 1614, no panfleto Fama Fraternitatis, sempre exerceu enorme influência sobre o ocultismo, e em especial sobre as sociedades místicas fundadas no boom da segunda metade do século XIX. A grosso modo, este mito lhes conferia um tempo sagrado, ou seja, uma tradição de continuidade e legitimidade de idéias ocultistas anteriores que estas sociedades pretendiam representar.

7 Publicado no Brasil como: Barrett, Francis. (1994). Magus. São Paulo: Mercúrio. ( 1ª Edição),

8 Não existe consenso em torno do exato do termo Hermetismo, embora muitas vezes seja usado como sinônimo de Ocultismo, alguns modernos autores de História das Idéias como Webb, James. (1973). The occult liberation. London: Alcove Press. ( 1ª Edição); Webb, James. (1971). The flight from reason. London: Macdonald. ( 1ª Edição), o empregam com significado distinto, e o dividem em Hermetismo Erudito (um corpo de filosofia religiosa) e o Hermetismo Popular (Astrologia, Alquimia, etc.), utilizando o termo ocultismo para designar a totalidade de conhecimento iniciático e divinatório, seja de origem ocidental ou oriental. Usarei como convenção o termo Hermético para nomear um corpo de filosofia religiosa, que no meu entender se constitui em um sistema separado, originário do sincretismo entre a gnose, a antiga religião egípcia e o neoplatonismo efetuado pelo helenismo alexandrino.

9 Essencialmente o seu livro mais influente de foi, Lévi, E. (1993). Dogma e ritual da Alta Magia. São Paulo: Editora Pensamento. ( S/Edição). Originalmente publicado em Paris, 1856, e embora até 1878 nenhum de seus escritos houvesse sido editado na Inglaterra, Eliphas Lévi já era conhecido e comentado nos círculos ocultistas.

10 Arqueólogo e Antropólogo britânico, juntamente com Lévi, foi um dos introdutores do Tarô no sistema ocultista, e teve enorme influência no Rosacrucianismo inglês, sua principal obra foi The Royal Masonic Cyclopaedia (1877).

11 Quanto a história da Golden Dawn ver: Ellic Howe. (1990). Los magos de la Golden Dawn. Buenos Aires: Editorial Kier S.A. ( 1ª edição), ; Ellic Howe. (Edited). (1985). The alchemist of the Golden Dawn. Wellingbourough, Northamptonshire: The Aquarian Press. ( 1ª edição),

12 W. R. Woodman, S. L. MacGregor Mathers e W. Wynn Westcott.

13 Exemplos da excelência como sua pesquisador são: Mathers, S. L. Mac Gregor. (Trans.). (1987). El libro de la Magia Sagrada de Abra-Melin. Buenos Aires: Editorial Kier S.A. (1ª Edição), ; Mathers, S. L. Mac Gregor. (Trans.). (1989). The Key of Salomon the King (Clavicula Salomonis). York Beach, Maine: Samuel Weiser, Inc. (1ª Edição), além dos trabalhos de uso interno da Golden Dawn.

14 A Alquimia Ocidental é um dos exemplos mais perfeitos deste crisol, e talvez o conhecimento mais sintético já produzido pela inteligência humana, uma vez que é um sistema de idéias que se comunicou com quase todas as grandes Culturas se considerarmos possível que houve contato da Alquimia Hindu e talvez a Chinesa, com a Árabe, mas com certeza desta com a Alquimia Greco-Egípcia que é a origem da Alquimia Ocidental. Acrescentem-se as contribuições localizadas dos antigos Ritos de Trabalho e Metalurgia. A este respeito consultar Elíade, Mircea. (1987). Ferreiros e Alquimistas. Lisboa: Relógio d'Água. ( 1ª Edição),

15 A Alquimia é um processo de busca do auto-conhecimento, que opera na transformação do indivíduo através da alegoria da Grande Obra, logo é uma saber autodidata, e que se basta a si mesmo, no entanto a prática operatória da Alquimia necessitava de informações astrológicas, e se estabeleceu uma correlação simbólica entre os símbolos alquímicos e os símbolos astrológicos, ainda que estes fossem reinterpretados.

16 Sobre o Império Romano e a Astrologia enquanto relação com o Poder sucedendo às antigas práticas divinatórias da República e a sobre a influência do Helenismo sobre a Astrologia, ver: Barton, Tamsyn S. (1994). Ancient Astrology. London: Rootledge. ( 1ª Edição). Sobre a Inglaterra nos períodos Tudor e Stuart ver Thomas, Religion and the decline of Magic.

17 Era comum a dupla associação àquela época. Neste caso a sociedade rosa-cruz da qual se originaram alguns membros da Golden Dawn (Societas Rosicruciana in Anglia) era uma decorrência da maçonaria, haja visto a necessidade sentida pelos graus mais altos da maçonaria (na S. R. A. somente era permitido o ingresso de Mestre Maçons) em se aprofundarem no estudo do ocultismo.

18 Note-se aqui a influência do hermetismo.

19 Quanto a gênese desse sistema de pensamento, do qual deriva a própria religião cristã e o moderno judaísmo ver: Cohn, Norman. (1996). Cosmos, caos e o Mundo que virá. São Paulo: Companhia das Letras. ( 1ª Edição), e Cohn, Norman. (1996). Noah's flood: the Genesis story in western thought. London: Yale University Press. ( 1ª Edição),

20 Elaborada no século XVI por Jonh Dee, astrólogo real da corte de Elizabeth I, rainha da Inglaterra. Este elaborou um novo sistema mágico do qual fazia parte a invenção de um complicado idioma com gramática e sintaxe próprias.

21 Note-se que Eliphas Lévi e Kenneth Mackenzie já haviam enunciado que o Tarô encerrava uma nova dimensão além daquela unicamente divinatória e deveria, pois, ter um novo papel dentro do Ocultismo.

22 Segundo Ronald Hutton, professor de História da Universidade de Bristol, em 1998, existem 120 mil adeptos do Neo-Paganismo somente na Grã-Bretanha.

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