segunda-feira, 18 de junho de 2007

A Rainha de Espadas - Notas sobre um escândalo



Site Oficial: www.foxsearchlight.com/NOAS


Sinopse:


Barbara Covett (Judi Dench) é uma professora solitária e dominadora, que controla com mão de ferro os alunos de uma decadente escola pública de Londres. Barbara vive apenas com seu gato, Portia, não tendo amigos nem parentes. Sua vida muda quando a escola em que trabalha contrata Sheba Hart (Cate Blanchett) como a nova professora de artes. Sheba parece ser a amiga com que Barbara sempre sonhou, atenciosa e leal. Porém quando Sheba passa a se envolver com Steven Connolly (Andrew Simpson), um de seus alunos mais jovens, esta amizade torna-se perigosa, pois Barbara ameaça revelar seu segredo para o marido dela, Richard (Bill Nighy), e para todos à sua volta.


Barbara Covett (Judi Dench) encarna uma Rainha de Espadas de uma forma absoluta.A vida deserta, a aridez da solidão, o ressentimento, a raiva, o ciúme atormentam sua vida.A Rainha de Espadas é uma sobrevivente e como tal não deve ser ignorada. A espada erguida em riste está pronta para a luta e o corte.

No I Simpósio Paulista de Tarô o meu tema foi sobre Neurociência, ou seja a relação das cartas do Tarô, precisamente o Naipe de Espadas, com determinadas áreas do cérebro.

O Homem não pode negar sua ancestralidade e dentro de cada um de nós vive um crocodilo que delimita seu território. O naipe de espadas não retrata apenas as tempestades mentais oriundas do ar.Existe algo mais além!

Vou deixar de lado essa tese, porque vou aprofundá-la num próximo Workshop.Voltemos ao filme!

Barbara premedita sempre sua forma de agir.Sua camuflagem é a da professora que impõe respeito e da velha solteirona que vive com seu gato.Quando os seu desejos não são realizados, a defesa do território e a destruição do seu alvo tornam-se o foco de sua vida. Os répteis sempre focam!

A Rainha de Espadas é estéril, dura, amarga, ressentida.Gosto muito da Rainha de Espadas do Tarô da Nova Visão. Ao fundo e à direita da lâmina, três homens carregam o esquife de alguém que ela acabou de mandar matar. A Rainha de Espadas corta, mina, invalida.Ela é supressiva e não muda!

A tendência do supressivo é fazer o outro de errado, ele não tem confronto.Quando falo em confronto é no sentido de olhar para dentro de si mesmo e enxergar que o errado na estória é você.Poucas pessoas tem confronto.Ignorar é mais fácil, como também, culpar o outro.Dá menos trabalho!

Não deixem de assistir! O filme é perfeito!

domingo, 17 de junho de 2007

Tudo eu, tudo eu!



Momento onde o indivíduo sente-se sobrecarregado.O fogo de paus aqui oprime.

O entusiasmo é substuído pela responsabilidade, pelo esforço.

Ultimamente, ando Dez de Paus e única frase que me vem à cabeça é:

Tudo eu! Tudo eu!

Mas não desisto...

Teimosa!

A Voz do Diabo





Deus? É isso? Deus?


Então, deixe-me lhe dar uma pequena informação especial sobre Deus.


Deus gosta de observar.É um brincalhão.


Ele dá ao homem...


os instintos mais incontroláveis.


Dá esse dom extraordinário e depois o que faz?


Para Seu prazer pessoal, numa cósmica e particular sessão de risadas. Isso eu garanto,
Ele, estabelece as regras por contraste.


É a maior traquinice de todos os tempos:


Vejam, mas não toquem.


Toquem, mas não provem.


Provem, mas não engulam.


E enquanto voces andam as voltas com isto, o que faz Ele?


Se rola de tanto rir! Um sujeito gozador! Um sádico! Um desleixado síndico!



Adorar aquilo? Nunca!



É melhor reinar no lnferno do que servir no Céu, é isso?


Porque não?



Estou enfiado nisto até ao pescoço desde o princípio.
Alimentei todas as sensações que ao homem possa ter!
Preocupei-me com o que ele desejava sem nunca o julgar

Por que? Porque nunca o rejeitei, apesar das suas imperfeições!
Sou seu admirador!
Sou um humanista.Talvez o último.
Quem, no seu perfeito juízo, pode negar que o século XX, foi inteiro meu?
Todo ele, Kevin!Por completo.
Meu.
Atingi o auge, Kevin.
Chegou a minha hora.A nossa hora.



A vaidade é, sem sombra de dúvida,o meu pecado preferido.


Muito elementar.
Amor-próprio.
O narcótico 100% natural.
Diálogo de Al Pacino no filme O Advogado do Diabo.