Angústia e Relacionamento



Assisti no Café Filosófico na Rede Cultura de Televisão um programa em que Ivan Capelatto abordou um tema deveras instigante sobre Amor e Angústia, tema o qual, todos nós tarólologos nos deparamos em nossas consultas. As queixas são similares na maioria das consultas, salvo raras exceções.


Ivan ressalta que a Angústia é a mãe do medo, do amor, do ódio e que não existe a possibilidade do homem viver sem ela. A angústia é e será sempre eterna.

O homem necessita fazer vínculos, acreditar numa religião justamente para aplacar a dor da angústia de não saber de onde vem e nem para onde vai . Estamos sós nesta bolinha azul que gira num grande galáxia e isso angustia, a dúvida angustia.


Se acredito que Deus é bom e nutro minha fé nessa bondade, quando por exemplo, perco um ente querido de forma trágica, meus familiares me dizem: Deus quis assim, faz parte de seu Karma. Que Deus bom é esse, que não poupou a vida deste meu familiar? Onde está Deus? E a terrível angústia volta a afligir meu coração e pensamentos.O que é Deus? Será que estou sózinho mesmo?


O fato da angústia ser eterna faz com que o homem para poder sobreviver crie vínculos e procure parcerias. Hoje está na moda o ficar. O problema do ficar é mascarar a angústia e não sair da fase narcísica, ou seja, quanto mais meninas (os) eu fico, mais eu me acho gostoso(a) e fico mais autocentrado , ou seja, mais fechado. A relação de amor só começa depois de passada a fase narcísica de possuir alguém e fazer alarde de como você é bom!


Uma das características da fase narcísica é acreditar na onipotênciade de que vai mudar o outro no futuro da relação ou no casamento. Quando estamos narcísicos dizemos: Ele ronca, mas é uma gracinha roncando, mas lá na frente do relacionamento o ronco deixa der ser bonitinho e torna-se angustiante, irritante...


Uma relação afetiva passa por várias fases. Da fase narcísica e social, o casal sai com amigos, vai a barzinhos, começa a fase psicológica das reclamações e angústias paralelas. A mãe de um deles tem diabetes e preocupa, o outro tem problemas na empresa em que trabalha, enfim, a realidade toma conta da relação. Mesmo que haja carinho e afeto existem preocupações e aí torna-se maduro e essencial que se tenha paciência e ouvidos para escutar as angústias do outro, ou o que o mais forte dentro da relação tenha essa compreensão e cuide de seu parceiro(a).


Relacionamento afetivo e casamento só dão certo se ambos tiverem estrutura para aguentar frustrações.Ninguém vive uma lua- de -mel eterna!


No ritual de casamento o padre faz o anúncio da angústia: Na saúde e na doença, na tristeza e na alegria até que a morte (física ou não) vos separe.A angústia é anunciada para todos e repetida pelos noivos!


Ser feliz numa relação é ter a capacidade de trocar angústias e existe romantismo nisso!Se existe angústia por conta de problemas materias ou problemas com os filhos é necessário que o mais forte dentro da relação apresente soluções para seu companheiro e não varra a angústia para debaixo do tapete. As angústias entre o casal necessitam ser renovadas e administradas com sabedoria e cuidado. Isso sim é amor de verdade!


Repasso a entrevista por achá-la profunda e sábia!

Comentários

Marcela Alves disse…
Hahaha....vc tb assiti café filosóficos aos Domingos na cultura?!rsrs
Eita,complicado achar fãs do programa...pelo menos já tenho com quem comentar....
Muito bom o programaaaa
Feliz ano novoooo....
Beijocas, Má
Eliana Mara disse…
Oi, Vera,
é minha primeira visita e estou muito feliz em saber que posso estudar o tarot sozinha, mas nem tão sozinha assim.
Sou aquariana, 29/01, como você, tenho 44 anos e sou paulistana mas vivo em Salvador.
Desejo luz e força pra vc neste ano.
Escrevo e mantenho um blog só de escrita, junto com Nuno Arresti, jornalista portugu~es, que acho que vc vai gostar. Ficarei feliz com sua visita.
Beijos

http://ocarteirodeatlantis.blogspot.com/

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